quarta-feira, 14 de março de 2012

E.E. Dr. Joubert de Carvalho no PEBA


     O PEBA recebeu nesta terça, dia 13, alunos da escola estadual Dr. Joubert de Carvalho, ao todo foram 35 alunos que estão cursando o sétimo ano A e B, vieram acompanhados pelas professoras de Ciências e Biologia, Ana Flávia Batagelo Mattos e Priscilla Gobi Bortoletti.
     No Parque tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da sua história, e também saber sobre os vários ecossistemas deste ambiente, já que no local o ambiente é formado por dois lagos, áreas úmidas, duas drenagens,que são o corrego Machadinho e o ribeirão Baguaçu, e a mata ciliar. Estes pequenos ecossistemas se integram e formam o ecossistema que compõe o Parque Ecológico, que propicia a ocorrência de muitas espécies diférentes, tanto da fauna quanto da vegetação.
     A EE Dr Joubert de Carvalho, funciona em período integral, é dirigida pela professora Takako Kawasse Inada, com coordenação pedagógica do professor Gladston Ferreira da Cunha.

O educador Onédio, e os alunos no auditório aberto do Parque

     Foram recebidos no auditório a céu aberto (ainda improvisado), pelo coordenador de educação ambiental do PEBA, o ecólogo Onédio Garcia, e também pelas estagiárias Mari, que é professora de biologia, e trabalha com o 1º, 2º e 3º ano do ensino médio, e está cursando quinto e último ano da faculdade de biologia, pela Camila G. Bastos, que cursa o quinto semestre de biologia e também pela Nayara B. Gon, também do quinto semestre de biologia.

Da esquerda para a direita: as estagiárias Mari e Camila, e as professoras Ana Flávia e Priscilla.

     Na palestra de abertura receberam informações sobre a história do Parque, onde puderam conhecer uma floresta reconstruída, que hoje é a APP (área de preservação permanente) que compõe a mata ciliar do Baguaçu, um ecossistema de excelente qualidade ambiental, haja vista as espécies de aves que podem ser encontradas no local.
     Na sequência foi iniciada a caminhada pela trilha do parque, onde são destacados fatores como a erosão do solo, e a proteção que a mata ciliar oferece. Próximo da Ponte da rua Baguaçu, sobre o córrego Baguaçu, foi mostrado a barragem do DAEA, local de onde é retirada cerca de 80% da água consumida em Araçatuba. A parada seguinte é no Salto do Baguaçu, uma pequena queda d'áqua mas repleta de história, pois ali se encontra a primeira pedreira da cidade, que teve sua jazida de basalto explorada em meados da década de 30, do século passado, cerca de 80 anos atrás.

A primeira pedreira, de 1930, no lado esquerdo a parte que foi extraída da jazida de basalto

Os visitantes próximos ao Salto do Baguaçu

     Neste local, a beleza e o som da queda d'água, passam para o visitante a sensação de estar num ambiente selvagem, longe da cidade, sensação esta quebrada pela visão de uma ou outra sacola plástica (destas de mercados) presa num galho, trazida pelas enchentes. Ainda ao lado da cachoeira é possível sentir um grande calor emanado pela rocha nua, que pode ser comparado ao ao asfalto, causando grande desconforto, mas assim que retornamos à trilha e adentramos na mata, a sensação térmica tornou-se bem mais agradável, mostrando a importância de termos ilhas de vegetação dentro da cidade, ainda mais estando numa região tropical, com temperatura alta na maior parte do ano, como é do conhecimento de todos que moram na nossa região.

Seguindo para a mata, a mudança de temperatura traz uma agradável sensação de conforto.

     Dentro da mata, é possível ver como se desenvolve os diferentes estratos vegetais da florestas, deste as plântulas que estão germinando agora, resultados da última frutificação do verão, quanto aos estratos mais desenvolvidos do sub bosque, até chegar no dossel, evidenciando a eterna busca pela luz solar, que muitas vezes é responsável pela sobrevivência ou não de um indivíduo dentro da mata.

Quem foi Joubert de Carvalho

     Dr Joubert de Carvalho nasceu em Uberaba MG, em em 6 de março de 1900, era um dos 13 filhos do fazendeiro Tobias de Carvalho e de dona Francisca Gontijo de Carvalho. Ainda criança foi morar em São Paulo com a família. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em medicina. Apesar de exercer a profissão de médico (tendo introduzido no Brasil a medicina psicossomática), desde muito cedo começou a compor ao piano e a publicar suas músicas, que faziam sucesso entre os editores. A primeira composição foi "Cruz Vermelha", escrita aos 10 anos ainda em São Paulo e que teve a renda revertida para a instituição homenageada. Em 1922 seu fox "Príncipe" foi levado para a França, onde foi editado e teve grande êxito. No Brasil, depois de musicar letras famosas de Olegário Mariano, como "Cai Cai, Balão" e "Tutu Marambá", conheceu a consagração no carnaval de 1930, com a gravação da novata Carmen Miranda de "Taí (Pra Você Gostar de Mim)", realizada em meados de 1929. Seu outro enorme sucesso foi com a canção "Maringá", composta em 1932 para o tema da seca do nordeste brasileiro, e que se tornou popular em todo o país na gravação de Gastão Formenti, inspirando inclusive os colonos que construíam uma cidade no norte do Paraná, e que, fundada em 1947, levou o nome de Maringá. Outros sucessos foram "De Papo Pro Ar" (com Olegário Mariano) e "Pierrô" (com Pascoal Carlos Magno). Joubert de Carvalho possui obra extensa, avaliada em mais de 700 músicas editadas. Além de Carmen, outros intérpretes que gravaram Joubert foram Gastão Formenti, Carlos Galhardo e Francisco Alves.
     Joubert de Carvalho morreu no dia 20 de setembro de 1977, vítima de pneumonia, deixando importante legado para a música popular brasileira.
     Interessante que normalmente as escolas são nomeadas com nomes de professores, ou de algum cidadão local que por motivos outros são dignos deste tipo de homenagem, mas este não é o caso do ilustre compositor e médico Dr. Joubert de Carvalho.

Um comentário:

  1. HM É RUIM VOCÊ ESCREVER TANTO PARA NINGUEM ADMIRAR NADA, PAREBENS PELO POST! :)

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