sábado, 31 de março de 2012

"...são as águas de março fechando o verão..."

     Os eventos da “Semana das Água”, organizada pela SMMAS, teve excelente adesão pelas entidades educacionais da cidade, tanto que resolvemos estender programação inicial prevista para 19 a 23 de março, para que finalizasse nesta sexta, dia 30. Estiveram conosco escolas das redes pública, municipal e estadual, e particular, e isto nos deu a certeza de que estamos participando da formação dos cidadãos das gerações que nos sucederá, e com isto acreditamos que teremos um mundo com pessoas de maior conhecimento, o que facilitará para que tomem atitudes mais coerentes quando tiver que solucionar questões.  
     E falar com tão diversa plateia como aconteceu estas duas semanas nos dá a sensação de estarmos nos empenhando, para fazer o nosso trabalho cada vez melhor, principalmente quando sentimos que ao expor nossos ensinamentos e nossas experiencias, os visitantes reagem de forma positiva.

     As escolas estaduais que nos visitaram foram:
  1. EE Prof. Jorge Correa
  2. EE Prof. Arantes Terra
  3. EE Prof. Ari Bocuhy 
  4. EE Prof. Lopes Borges  
     Todas com duas turmas cada

     Do município vieram as escolas: 
  1. EMEB Prof. Altina Sampaio, com tres turmas
  2. EMEB Prof José Machado Neto, que trouxe todos os seus alunos ocupando um dia inteiro da nossa atenção.
     Estiveram conosco também:
  1. Colégio Degrau, com duas turmas 
  2. Colégio COC, também com tres turmas 
     Foram mais de seicentos alunos, com idades que variavam entre 8 e 16 anos, tornando nosso trabalho bastante amplo, onde o cuidado com a linguagem foi preponderante para que pudéssemos nos fazer entender por todos. Ficamos orgulhosos do nosso trabalho sobre a questão da água, agora voltaremos ao nosso trabalho habitual, que é falar sobre a história do parque, e sobre os ecossistemas que ali ocorrem.

domingo, 18 de março de 2012

Semana da Água no PEBA

     Dia 22 de março, dia Mundial da Água, o mais precioso dos Recursos Naturais, substância essencial para a vida em todo o planeta, e em tempos de discussão sobre a sustentabilidade da vida, é necessário conhecermos melhor estes benditos recursos, que são dádivas da natureza, e assim reavaliarmos a maneira como estamos utilizando estes recursos, para que possamos evitar que sejam esgotados, o que poderia implicar em consequências inimagináveis para a nossa sobrevivência, assim como também para a sobrevivência de muitas outras espécies espalhadas pelos inúmeros ecossistemas da Terra. 
     Nesta semana que se inicia neste dia 18, a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMMAS), elaborou uma intensa programação com o objetivo de expor a discussão sobre a água. "Queremos envolver a sociedade nesta questão, para que juntos a gente consiga fazer o manejo mais coerente deste precioso recurso natural", estas foram as palavras do secretário Jorge Rozas, quando incumbiu toda a sua equipe para a realização desta semana onde diversos eventos foram programados em diferentes locais da cidade, justamente para falar à um público diverso, assim como é diversa a população humana
     O PEBA está com uma programação completa, com visitas todos os dias da semana, quando receberá alunos de escolas da rede pública e privada. Nesta ocasião, a palestra de abertura não será sobre a história do Parque, e sim sobre a importância das Florestas para a manutenção das bacias hidrográficas, e como funciona o ciclo da água dentro destas bacias. Depois da palestra faremos a caminhada pela trilha, para assuntos específicos sobre ecossistemas, fauna, vegetação, ilhas de calor, enfim, o trabalho que sempre é feito quando são recebidas visitas. 
     Desta vez, porém, por se tratar da semana da água, as visitas se estenderão ao DAEA, para que os alunos possam conhecer detalhes do tratamento de água que é realizado, desde a captação na barragem do ribeirão Baguaçu, até a distribuição pelas adutoras que distribuem a água tratada para a maioria dos consumidores, cerca de 85% da água consumida na cidade, é originária do ribeirão Baguaçu.
     Preparamos uma abordagem para falar sobre as interações entre a mata e o ciclo da água dentro da bacia hidrográfica.

BACIA HIDROGRÁFICA

     Entende-se por Bacias Hidrográficas, localidades da superfície terrestre separadas topograficamente entre si, cujas áreas funcionam como receptores naturais das águas da chuva. Devido a isto, todo o volume de água captado não infiltrado é automaticamente escoado por meio de uma rede de drenagem das áreas mais altas para as mais baixas, seguindo uma hierarquia fluvial, até concentrarem-se em um único ponto, formando um rio principal. 


fonte: Tech Alive
O modelo acima pode ser visto com animação, no endereço: http:// techalive.mtu.edu/meec/demo/Watershed.html


     A bacia hidrográfica do ribeirão Baguaçu é uma sub-bacia do rio Tietê, situada na região oeste do Estado de São Paulo. O ribeirão Baguaçu percorre quatro municípios da região (Coroados, Birigui, Bilac e Araçatuba) sendo sua nascente localizada no município de Braúna. Com uma área de drenagem de 585,06 km², a bacia do ribeirão Baguaçu recebe efluente* de ETE´s (Estações de Tratamento de Esgoto) dos municípios de Bilac (por meio de seu tributário, o córrego Colônia) e de Araçatuba, bem como efluentes de algumas indústrias, sendo que, um grande trecho de seu percurso está inserido na zona urbana de Araçatuba. A maior parte do uso e ocupação da bacia apresenta-se explorado pela agricultura e pecuária, com pouca presença de matas ciliares, ocasionando dessa forma processos erosivos e conseqüentes assoreamentos, que aliados aos lançamentos de esgoto sanitário “in natura”, podem comprometer significativamente a qualidade das águas desse corpo hídrico. O gerenciamento dos recursos hídricos originou-se da percepção de que os ecossistemas aquáticos são essencialmente abertos, trocam energia e matéria entre si e, com os sistemas terrestres adjacentes, sofrem alterações de diferentes tipos em virtude dos usos e ocupação do solo e das atividades antropogênicas nelas desenvolvidas.
     Assim, nos programas de proteção dos recursos hídricos não se deve considerar o corpo de água isoladamente, mas como integrante de um ambiente completo, que forma a sua bacia hidrográfica. As matas ciliares são “extremamente importantes para a manutenção da qualidade ambiental dos rios, funcionando como filtro, retendo poluentes que seriam carreados para o curso d’água, afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água e, consequentemente a fauna aquática e os recursos pesqueiros. 

*Efluentes: são geralmente produtos líquidos ou gasosos produzidos por indústrias ou resultante dos esgotos domésticos urbanos, que são lançados no meio ambiente. Podem ser tratados ou não tratados. Cabe aos órgãos ambientais a determinação e a fiscalização dos parâmetros e limites de emissão de efluentes industriais, agrícolas e domésticos.


Bibliografia

MILANI, R. Diagnóstico da Influência da Bacia Hidrográfica na Qualidade da Água do Ribeirão Baguaçu (Araçatuba, SP). Dissertação (Mestrado em Recursos Hídricos e Tecnologias Ambientais) - Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, Universidade Estadual Paulista, Ilha Solteira, abril de 2007.

NUNES, F. P. PINTO, M. T. C. Produção de serapilheira em mata ciliar nativa e reflorestamento no alto São Francisco, Minas Gerais. Ed Biota Neotropical, v 7, setembro de 2007 


Sites consultados

quarta-feira, 14 de março de 2012

E.E. Dr. Joubert de Carvalho no PEBA


     O PEBA recebeu nesta terça, dia 13, alunos da escola estadual Dr. Joubert de Carvalho, ao todo foram 35 alunos que estão cursando o sétimo ano A e B, vieram acompanhados pelas professoras de Ciências e Biologia, Ana Flávia Batagelo Mattos e Priscilla Gobi Bortoletti.
     No Parque tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da sua história, e também saber sobre os vários ecossistemas deste ambiente, já que no local o ambiente é formado por dois lagos, áreas úmidas, duas drenagens,que são o corrego Machadinho e o ribeirão Baguaçu, e a mata ciliar. Estes pequenos ecossistemas se integram e formam o ecossistema que compõe o Parque Ecológico, que propicia a ocorrência de muitas espécies diférentes, tanto da fauna quanto da vegetação.
     A EE Dr Joubert de Carvalho, funciona em período integral, é dirigida pela professora Takako Kawasse Inada, com coordenação pedagógica do professor Gladston Ferreira da Cunha.

O educador Onédio, e os alunos no auditório aberto do Parque

     Foram recebidos no auditório a céu aberto (ainda improvisado), pelo coordenador de educação ambiental do PEBA, o ecólogo Onédio Garcia, e também pelas estagiárias Mari, que é professora de biologia, e trabalha com o 1º, 2º e 3º ano do ensino médio, e está cursando quinto e último ano da faculdade de biologia, pela Camila G. Bastos, que cursa o quinto semestre de biologia e também pela Nayara B. Gon, também do quinto semestre de biologia.

Da esquerda para a direita: as estagiárias Mari e Camila, e as professoras Ana Flávia e Priscilla.

     Na palestra de abertura receberam informações sobre a história do Parque, onde puderam conhecer uma floresta reconstruída, que hoje é a APP (área de preservação permanente) que compõe a mata ciliar do Baguaçu, um ecossistema de excelente qualidade ambiental, haja vista as espécies de aves que podem ser encontradas no local.
     Na sequência foi iniciada a caminhada pela trilha do parque, onde são destacados fatores como a erosão do solo, e a proteção que a mata ciliar oferece. Próximo da Ponte da rua Baguaçu, sobre o córrego Baguaçu, foi mostrado a barragem do DAEA, local de onde é retirada cerca de 80% da água consumida em Araçatuba. A parada seguinte é no Salto do Baguaçu, uma pequena queda d'áqua mas repleta de história, pois ali se encontra a primeira pedreira da cidade, que teve sua jazida de basalto explorada em meados da década de 30, do século passado, cerca de 80 anos atrás.

A primeira pedreira, de 1930, no lado esquerdo a parte que foi extraída da jazida de basalto

Os visitantes próximos ao Salto do Baguaçu

     Neste local, a beleza e o som da queda d'água, passam para o visitante a sensação de estar num ambiente selvagem, longe da cidade, sensação esta quebrada pela visão de uma ou outra sacola plástica (destas de mercados) presa num galho, trazida pelas enchentes. Ainda ao lado da cachoeira é possível sentir um grande calor emanado pela rocha nua, que pode ser comparado ao ao asfalto, causando grande desconforto, mas assim que retornamos à trilha e adentramos na mata, a sensação térmica tornou-se bem mais agradável, mostrando a importância de termos ilhas de vegetação dentro da cidade, ainda mais estando numa região tropical, com temperatura alta na maior parte do ano, como é do conhecimento de todos que moram na nossa região.

Seguindo para a mata, a mudança de temperatura traz uma agradável sensação de conforto.

     Dentro da mata, é possível ver como se desenvolve os diferentes estratos vegetais da florestas, deste as plântulas que estão germinando agora, resultados da última frutificação do verão, quanto aos estratos mais desenvolvidos do sub bosque, até chegar no dossel, evidenciando a eterna busca pela luz solar, que muitas vezes é responsável pela sobrevivência ou não de um indivíduo dentro da mata.

Quem foi Joubert de Carvalho

     Dr Joubert de Carvalho nasceu em Uberaba MG, em em 6 de março de 1900, era um dos 13 filhos do fazendeiro Tobias de Carvalho e de dona Francisca Gontijo de Carvalho. Ainda criança foi morar em São Paulo com a família. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em medicina. Apesar de exercer a profissão de médico (tendo introduzido no Brasil a medicina psicossomática), desde muito cedo começou a compor ao piano e a publicar suas músicas, que faziam sucesso entre os editores. A primeira composição foi "Cruz Vermelha", escrita aos 10 anos ainda em São Paulo e que teve a renda revertida para a instituição homenageada. Em 1922 seu fox "Príncipe" foi levado para a França, onde foi editado e teve grande êxito. No Brasil, depois de musicar letras famosas de Olegário Mariano, como "Cai Cai, Balão" e "Tutu Marambá", conheceu a consagração no carnaval de 1930, com a gravação da novata Carmen Miranda de "Taí (Pra Você Gostar de Mim)", realizada em meados de 1929. Seu outro enorme sucesso foi com a canção "Maringá", composta em 1932 para o tema da seca do nordeste brasileiro, e que se tornou popular em todo o país na gravação de Gastão Formenti, inspirando inclusive os colonos que construíam uma cidade no norte do Paraná, e que, fundada em 1947, levou o nome de Maringá. Outros sucessos foram "De Papo Pro Ar" (com Olegário Mariano) e "Pierrô" (com Pascoal Carlos Magno). Joubert de Carvalho possui obra extensa, avaliada em mais de 700 músicas editadas. Além de Carmen, outros intérpretes que gravaram Joubert foram Gastão Formenti, Carlos Galhardo e Francisco Alves.
     Joubert de Carvalho morreu no dia 20 de setembro de 1977, vítima de pneumonia, deixando importante legado para a música popular brasileira.
     Interessante que normalmente as escolas são nomeadas com nomes de professores, ou de algum cidadão local que por motivos outros são dignos deste tipo de homenagem, mas este não é o caso do ilustre compositor e médico Dr. Joubert de Carvalho.